Go to English

Publicações

Em detalhes para você.

Opinião - Registros de recuperação judicial ultrapassam índice dos últimos nove anos

 

Segundo dados do Serasa Experian, o número de pedidos de recuperação judicial ultrapassou o maior índice dos últimos nove anos. Entre janeiro e agosto deste ano, os pedidos cresceram mais de 41%, maior registro verificado desde 2006, de acordo com a consultoria. Para o advogado Fernando Sperb, sócio da AMSBC e que atua na área de Direito Empresarial, esses índices ruins são reflexo do recuo da atividade econômica, da variação cambial e da constante alta da taxa de juros, que contribuem para o aumento do custo financeiro das empresas. “Com a escassez de crédito, o baixo consumo e a elevação dos custos como o da energia elétrica, por exemplo, muitas empresas não conseguem sustentar as dívidas e acabam tendo que optar pela recuperação judicial”, explica. 

Segundo ele, mesmo com o quadro desfavorável, é possível que a empresa volte a operar de forma positiva no mercado ao pedir a recuperação judicial. Para isso, a empresa deve entrar com o pedido antes que o passivo seja considerado maior do que o patrimônio. “Adiar o pedido de recuperação acreditando que a atividade ou o setor vai melhorar depois de alguns meses pode arrastar a empresa ainda mais para a crise. O plano de recuperação vai auxiliar na prorrogação dos prazos das dívidas e aliviar o fluxo de caixa da empresa. Mas também pode ser um limitador de crédito no mercado, diminuindo os recursos para investimentos”, afirma.