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A crise no mercado imobiliário

 

Um dos setores que mais cresceu durante o auge da economia, o mercado imobiliário tenta hoje se restabelecer com a crise e as dificuldades no cenário nacional. Na última década, o boom imobiliário ajudou a aquecer a economia. Nesse período, a oferta de financiamento era elevada e muitas pessoas apostaram na compra da tão sonhada casa própria ou viram a oportunidade para investir num segmento que valorizava rapidamente.

Porém, em 2013, o setor começou a ser afetado pelo recuo da economia, o que reduziu os recursos disponíveis às empresas. Para o advogado Alceu Machado Neto, sócio da AMSBC e que atua na área de Direito Imobiliário, o resultado negativo obrigou as empresas a mudarem de posicionamento e muitas construtoras acabaram postergando obras e lançamentos. “Os compradores também ficaram mais cautelosos com as incertezas econômicas. Além disso, no ano passado, o governo diminui os recursos para financiamentos, restringido o crédito imobiliário”, lembra.

Com isso, aumentou o número de distratos no setor, pois um dos principais motivos para o cancelamento da compra do imóvel é a reprovação do financiamento. “Isso obriga o comprador a desistir da compra, caso não tenha recursos próprios para dar continuidade. O problema é que, em muitos casos, até receber a negativa do financiamento, o consumidor já pagou cerca de 30% do valor do imóvel, dificultando o acordo de cancelamento entre as partes”, avalia.

Somente em 2015, o número de contratos desfeitos chegou a 46% das vendas de imóveis, de acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc). Isso significa que as empresas também passaram a arcar com o aumento nos custos de ações judiciais.