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Abertura de empresa

A quantidade de empresas criadas no Brasil aumentou 7,5% de janeiro a março deste ano, em comparação ao mesmo período de 2015, segundo registro do Serasa Experian. Esse crescimento de empreendedores se deve principalmente ao aumento da taxa de desemprego, conforme apontaram os especialistas do indicador. O maior registro foi de microempreendedores individuais (MEIs) que teve aumento de 14% no período. 

Segundo o advogado Fernando Sperb, sócio da AMSBC, esta é uma maneira que as pessoas encontraram para tentar sair da crise. No entanto, para abrir a própria a empresa o empreendedor precisa avaliar cada questão com cautela. “O empreendedor precisa verificar primeiramente qual o tipo de empresa é mais viável como, por exemplo, se terá algum sócio ou criará o negócio sozinho”, orienta.
 
No caso de abrir uma empresa individualmente, existem duas opções: Empresário Individual e Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli). “A diferença entre as duas é que na Eireli existe separação judicial entre os bens da empresa e pessoais. Ou seja, se tiver algum problema, o proprietário responde na Justiça como empresa e não como pessoa física. Porém, para aderir à Eireli, é preciso ter capital inicial correspondente a cem vezes o valor do salário mínimo”, esclarece.

Nesse contexto é que entra a questão do faturamento e o regime empresarial a ser escolhido: MEI, Empresa de Pequeno Porte e Micro Empresa. “No caso do MEI, a abertura da empresa é feita de maneira simplificada pela internet, já para os outros dois regimes é necessário ter um contador e abrir o negócio na Junta Comercial. Além disso, para ambos os regimes é necessário solicitar autorização da atividade para a Prefeitura”, explica.