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O ajuste fiscal é o reflexo de um sistema ineficiente

Enquanto o ministro da fazenda Joaquim Levy acredita que a desaceleração econômica no Brasil será temporária, em afirmação a investidores em Londres, e que o pacote fiscal vai proteger a economia contra os efeitos da inflação, aqui em terras brasileiras, o assunto evidentemente é bem mais complexo. O fato de que o Produto Interno Bruto (PIB) pode alcançar a marca de 1,2%, pior resultado dos últimos 25 anos e a primeira retração desde 2009, assusta não só especialistas da área econômica, mas mostra que ainda existe um caminho nebuloso a ser percorrido. 

Os contribuintes já começaram a sentir o efeito da crise que é visível com o aumento da carga tributária. O ano nem bem completou o primeiro semestre e os brasileiros já estão arcando com aumento no valor da energia elétrica e de impostos como o IPVA e o IPTU. Reajustes que atingem tanto a classe trabalhadora quanto a empresarial. 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), com o ajuste fiscal proposto pelo governo federal, a carga tributária deve subir 0, 8 ponto percentual do PIB. Isso significa que os brasileiros devem pagar R$ 47,5 bilhões a mais em impostos e contribuições. Colocando tudo na ponta do lápis, a alta de tributos neste ano seria o dobro do registrado em 2014, fechando o ano em 36,22% do PIB. O instituto calcula ainda que, até o final do mandato do governo atual, serão pagos R$ 100 bilhões a mais em impostos. 

Leia na íntegra o artigo assinado pelo advogado Cezar Augusto C. Machado e publicado no jornal Gazeta do Povo