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	<title>bancos &#8211; AMSBC Advogados</title>
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	<description>Tradição, responsabilidade e inovação se encontram no escritório Alceu Machado, Sperb &#38; Bonat Cordeiro – Sociedade de Advogados</description>
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		<title>Banco Central cancela liberação de crédito rural por irregularidades ambientais dos produtores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[amsbc]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 17:53:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[crédito rural]]></category>
		<category><![CDATA[produtor]]></category>
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					<description><![CDATA[Contexto da decisão O Banco Central do Brasil anunciou o cancelamento de cerca de R$ 20 bilhões em liberações de crédito rural devido a irregularidades ambientais cometidas por produtores. O objetivo é garantir que recursos públicos destinados ao setor sejam aplicados apenas por quem cumpre as normas legais e ambientais. O que é o crédito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Contexto da decisão</span></strong><b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"><br />
</span></b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">O Banco Central do Brasil anunciou o cancelamento de cerca de <strong><span style="font-family: 'Arial','sans-serif';">R$ 20 bilhões</span></strong> em liberações de crédito rural devido a irregularidades ambientais cometidas por produtores. O objetivo é garantir que recursos públicos destinados ao setor sejam aplicados apenas por quem cumpre as normas legais e ambientais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">O que é o crédito rural</span></strong><b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"><br />
</span></b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Criado pela Lei nº 4.829/1965, o crédito rural é uma modalidade de financiamento voltada exclusivamente à atividade agropecuária. Ele pode ser usado para custeio de safras, investimento em equipamentos e infraestrutura, comercialização de produtos e até industrialização de bens agrícolas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">São diversas as linhas de crédito rural cujas condições e finalidades estão definidas no Manual de Crédito Rural &#8211; MCR, as principais são: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Crédito de custeio</span></strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"> – destina-se a cobrir despesas normais dos ciclos produtivos, da compra de insumos à fase de colheita.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Crédito de investimento</span></strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"> – destina-se a aplicações em bens ou serviços cujo benefício se estenda por vários períodos de produção. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Crédito de comercialização</span></strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"> – destina-se a viabilizar ao produtor rural ou às cooperativas os recursos necessários à comercialização de seus produtos no mercado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Crédito de industrialização</span></strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"> – destina-se à industrialização de produtos agropecuários, quando efetuada por cooperativas ou pelo produtor na sua propriedade rural.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Para ter acesso à linha, o produtor precisa comprovar idoneidade, apresentar projeto ou plano de aplicação e seguir recomendações de zoneamento agroecológico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Por que houve o bloqueio</span></strong><b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"><br />
</span></b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Segundo o Banco Central, foram identificadas irregularidades em cadastros ambientais rurais (CAR), descumprimento de normas ambientais e desvio de finalidade no uso dos recursos. Nessas situações, o crédito é barrado para evitar que produtores em desconformidade com a legislação tenham acesso a financiamento público.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Consequências para o setor</span></strong><b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"><br />
</span></b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">A medida reforça a exigência de regularidade ambiental como condição essencial para a liberação de crédito rural. Produtores que desejam acessar financiamentos devem manter seus registros atualizados e cumprir rigorosamente as exigências legais, sob pena de perderem o direito ao crédito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Vitor Henrique Mainardes &#8211; Especialista em Direito Civil e Empresarial pela PUC/PR e advogado no escritório </span></em><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"><a href="https://www.amsbc.com.br/"><em><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'; color: blue;">Alceu Machado, Sperb &amp; Bonat Cordeiro Advocacia</span></em></a><em><span style="font-family: 'Arial','sans-serif';">.</span></em></span></p>
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		<title>Responsabilidade de bancos e instituições de pagamento por golpes da falsa central</title>
		<link>https://www.amsbc.com.br/responsabilidade-de-bancos-e-instituicoes-de-pagamento-por-golpes-da-falsa-central/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[amsbc]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 17:51:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[central]]></category>
		<category><![CDATA[Golpes]]></category>
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					<description><![CDATA[O que decidiu o STJ A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao julgar os recursos nº 2.222.059/SP e nº 2.229.519/DF, reafirmou o entendimento de que bancos e instituições de pagamento têm responsabilidade objetiva pelos prejuízos causados a clientes vítimas de golpes da falsa central. O tribunal destacou que as instituições devem indenizar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">O que decidiu o STJ</span></strong><b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"><br />
</span></b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao julgar os recursos nº 2.222.059/SP e nº 2.229.519/DF, reafirmou o entendimento de que <strong><span style="font-family: 'Arial','sans-serif';">bancos e instituições de pagamento têm responsabilidade objetiva</span></strong> pelos prejuízos causados a clientes vítimas de golpes da falsa central. O tribunal destacou que as instituições devem indenizar sempre que houver falha na proteção dos dados ou na detecção de operações fraudulentas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Como funcionam os golpes</span></strong><b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"><br />
</span></b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Os golpes da falsa central ocorrem quando criminosos se passam por atendentes de bancos e convencem o cliente a fornecer informações sigilosas ou autorizar transações. Em um dos casos analisados pelo STJ, o correntista sofreu prejuízo de R$ 143 mil em pagamentos indevidos, além de um empréstimo de R$ 13 mil e um boleto pago via crédito no valor de R$ 11 mil — todas operações alheias ao seu perfil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Responsabilidade das instituições</span></strong><b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"><br />
</span></b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Segundo o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator dos recursos, a responsabilidade das instituições financeiras decorre do chamado <strong><span style="font-family: 'Arial','sans-serif';">fortuito interno</span></strong>, ou seja, de riscos inerentes à própria atividade bancária. A indenização só pode ser afastada se houver prova de que o serviço foi prestado de forma adequada ou de culpa exclusiva do consumidor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Falhas de segurança</span></strong><b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"><br />
</span></b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Nos casos julgados, o STJ concluiu que os bancos não adotaram medidas eficazes para impedir as transações, apesar de as movimentações destoarem completamente do perfil do cliente. Também foram verificadas falhas na comunicação e na resposta às tentativas de fraude.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Importância da decisão</span></strong><b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';"><br />
</span></b><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">A decisão reforça a necessidade de que bancos e instituições aprimorem continuamente seus mecanismos de segurança e monitoramento, garantindo proteção efetiva contra golpes e fraudes financeiras. A prevenção passa a ser vista como dever permanente, e não apenas uma boa prática operacional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">João Rafael Mercer Moretini – bacharel em Direito e pós graduando em Direito Processual Civil pela PUC/PR.</span></em></p>
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